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sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Artrópode De Pedra



O ARTRÓPODE DE PEDRA

Ele fora encontrado nas profundezas de Mazal Akrav, nas terras áridas de um pequeno planeta orbitante da gigante azul Sigma Scorpii, nomeada na cartografia estelar por Alniyat[1]. Os expedicionários que o descobriram faziam parte de um grupo de arqueólogos místicos do chamado Qibbütz Elyiahu. Compreenderem posteriormente, após dedicado estudo que, o Akrav de pedra fora, na antiguidade, quarenta e quatro mil anos distantes no passado, a Catedral do povo alienígena de D’rash – o artrópode-humanoide remanescente dos Evenim Yodê’a há’Erev Briáh – Tábulas do Conhecimento do Crepúsculo da Criação. Sua edificação fora datada milênios antes da descoberta do Templo de Vênus Sabra, o rubi estelar pendante no colar de Omicron Akrav[2], onde o sarcófago de D’rash fora descoberto e desde de que ele revelara a origem de seu povo e contara a Nachimânide sobre as vinte e seis Tábulas do Conhecimento, que os arqueólogos procuravam por elas. Souberam pelos lábios do ser artrópode-humanoide, que todos os segredos da criação estavam codificados naquelas vinte e seis estelas sagradas gravados no idioma antigo que D’rash chamou de “Lisan Even-Yodê’a – O Idioma do Alfabeto Oculto do Criador.”
Os estudiosos de mistérios que acompanharam os expedicionários do Elijah Qibbütz, Criptólogos de Elióra, desvendaram que o Even-Yodê’a era um acrônimo para “Alef-Beit Ne’elam Yodê’a – O Alfabeto Escondido do Conhecimento”.

O Alef-Beit Ne’elam

A gigantesca basílica artrópode possui quarenta e duas câmaras com vinte e seis subcâmaras cada uma, num total de 1092 e depois de dois anos inteiros pensando sobre este mistério, descobriram os arqueólogos  que o valor da soma total das câmaras era a gematria[3] da sentença “mi-Torat Elohei[4]” e que além de seu significado era uma chave para destrancar um outro sublime segredo.
Na cabeça da edificação de pedra os expedicionários descobriram duzentos e dezesseis parlamentos contendo em cada um deles um altar edificado com doze tábulas com uma inscrição gravada em Lisan Even-Yodê’a, uma epígrafe em cada tábula. Os parlamentos eram os aposentos dos duzentos e dezesseis membros da Assembleia parlamentar de Dovra’t Ne’elam - o nome do gélido árido planeta, a joia maior orbitante no colar gravitacional da gigante fria Alniyat[5], o qual apelidaram de Kadem-De’a[6] devido à descoberta de uma planta púpura encontrada em um Jardim interior dentro do templo em uma câmara hermética e que ficou conhecida como Muscári da Sabedoria. Bio-luminescênte e repleta de bulbos pendurados em sua haste, ao todo vinte e oito pequenos tetraedros cada um contendo um líquido púrpuro luminoso chamado de Orót ha’Razin – Luzes de Mistérios – pequeninas sementes cintilantes encontradas dentro das câmaras das flores cuja ingestão proporciona a iluminação da consciência. Os primeiros que as viram as compararam com estrelas pulsares devido às suas cintilancias, e, de fato, elas pulsam e em uma sequência matemática de 73 levavim[7] por minuto. Se descobriu, que o nome era devido às propriedades geriátricas iluminadoras do licor encontrado nas pequeninas pirâmides florídeas, setenta e três qoren zeraim[8], e que era usado como veneno ampliador da consciência pelo povo de D’rash.

Dunas Luminescentes

- Você já tinha visto dunas bioluminescêntes de gelo, Cholit? – Perguntou She’ül, um dos expedicionários ao seu perplexo companheiro de expedição ao se depararem com os outeiros de gelo luminosos.
- Por que elas emitem este brilho azul? – Cholit questionou intrigado apontando para uma das cintilantes dunas.
- Dizem que os cristais de gelo dos quais são formadas emitem a luz da oculta criação[9] e é por isso que são luminescentes – respondeu She’ül.
A luz oculta é a Ór Ha’Ganuz que, segundo a tradição, foi esconidida pelo Senhor do universo, Lord Atiká, logo após o Tsim-Tsum[10] que deu origem À criação.

Uma inscrição em hieróglifo genético[11] sobre uma Livnat Saphir que se descobriu no interior de uma piramidá edificada com blocos de luz,  e que se soube, posteriormente, ter sido talhada de uma lasca do trono divino, no idioma de Kadem-De’a, sequestrou a atenção dos Criptologistas de Elióra que levaram seis anos[12] para decifrá-la.

A câmara onde foi encontrada esta estela azul, ficara lacrada durante mil duzentos e sessenta e seis anos. Foi Patách, o chefe do departamento de criptografia de Elióra com o auxílio dos nove companheiros Kamätz, Tzerëi, Segöl, Shëva, Cholëm, Chiriq, Qubütz e Sh’rëq quem descobriu que o segredo, para destrancar a sala secreta, estava no sabre de D’rash que fora dado a Nachimanide.

A inscrição dizia: “Da coroa do Rei brilham quatrocentos e vinte e seis cintilancias de Luz. Sua cidade possui trinta e duas avenidas, e para entrar nela cinquenta Portões estelares foram preparados. Setenta e duas pontes cruzam o rio que cerca o seu Palácio. Quarenta e duas colunas de fogo guardam as portas dos salões dos tesouros reais e somente o que conhece o segredo do Nome do Rei contendo vinte e seis letras abrirá os mistérios das Estelas da Criação”.

Esta esfinge da Sabedoria ocupou os decifradores por muitos meses, até que, não conseguindo abrir está pirâmide mística, a enviaram a mim, Beniel bar Ayyub e eu a coloquei sobre a guarda de S’thur que  como eu, fora iniciado na Escola de Mistérios de Qedêm, e foi ele quem decifrou o enigma.

- No sabre de D’rash há uma inscrição contendo doze letras que é a chave biogenética que abrirá a câmara – explicou Tzafën, o Criptólogo de Qedêm ao membros do Elijah Qibbütz.

Sobre a descoberta de Kadên-De’a,  fora o Delta Argos, um veleiro espacial fabricado também em Avior, que o encontrara enquanto navegava os mares profundos da Constelação de Escorpião. O Argos fora construído para ser uma biblioteca esotérica com arquivos repletos de milhares de pergaminhos–filmes. Gal’einay fora o experiente capitão-timoneiro que conduziu o Argos pelas águas profundas da constelação de Akrav sob as vozes dos navegantes que entoavam o poema de Yoach Kalach – o Anjo protetor.

A Necrópole Iluminada

Na cauda do Artrópode de Pedra os expedicionários encontraram uma necrópole contendo duzentos e setenta sarcófagos flutuantes levitando sobre um magnífico mar de luz. No centro deste oceano luminoso descobriam uma Cidadela levitante cujas vivendas edificadas em todos os bairros possuíam um Escorpião fluorescente em cada porta. Os estudiosos de Elióra descobriram que era um leitor de palma, e de fato,  somente através deste as portas se abririam e somente com a biometria da palma dos seres habitantes da Cidadela. Já haviam desistido de entrar em qualquer casa quando, acidentalmente, um jovem arqueólogo do grupo chamado Adâmas, colocou a palma da mão direita sobre um dos escorpiões fluorescentes em uma das portas, a da residência 583. O leitor escaneou a mão do jovem e a porta se abriu. A curiosidade em descobrir como se dera este “milagre” conduziu os cientistas a uma incrível descoberta: Adâmas era filho do próprio D’rash com uma mulher de Elióra chamada Amta d’Nurá que fora a esposa de D’rash durante 424 anos.

Ao tocar o akrav luminoso na porta da residência, outro mistério se revelou: Adâmas despertou e começou a recuperar memórias de ensinamentos secretos sobre os quais foram instruído por D’rash, seu pai, na infância. Através destes ensinamentos muitos mistérios que estavam gravados nas estelas foram revelados.

“ – O Despertar é a epifania da luz oculta da criação. O Despertar é o “Haja luz...” do Creador, pois está escrito “Iehí Aür...” – Disse Adâmas, o filho de D’rash.


[1] Sigma Scorpii – HIP 80112 – 20 Scorpii
[2] Omicron Scorpii – 19 Sco – HIP 80079
[3] Cálculo numerologico das letras de uma palavra escrita no idioma divino.
[4] A partir da Instrução Divina.
[5] T Sco
[6] Conhecimento Antigo.
[7] Pulsações cardíacas
[8] Sementes translúcidas.
[9] Ór ha’Ganuz.
[10] Contração e Expansão
[11] Gene-Hieróglifo
[12] Uma emanação da Árvore Das Vidas.


domingo, 4 de novembro de 2018

CRÔNICAS DE QÉDEM: - ARGAMAN



ARGAMAN
ID: 144.660.294.207.048


O Arpoador iniciou flutuação antigravitacional no espaço-porto de Pardês – a Capital de Aür – em direção à nascente do Argaman – o rio púpura. A bordo eu, Beniel, S’thur e muitos alunos e mestres da Escola de Mistérios incluindo, Dipankara Vedas, que preparou as lâmpadas suspensas para nossa iluminação, para uma viagem de introspecção e também as chamas levitantes para a Menorá suspensa que está no Heichal Sód Elohai – o Salão do Segredo de D’us – que fica em um compartimento secreto abaixo da popa do Arpoador. Râma[1], o capitão-timoneiro, estava no leme conduzindo a belíssima embarcação como se declamasse uma poesia esotérica. De inicio, nos foi servido café com biscoitos de q’namon os quais provocaram a espanção das nossas consciências. A viagem duraria a queda de 144.000 pedras de nossas shaonim. A bordo também estavam os vinte e quatro Zaqenim – os Anciãos de Aür – que servem com conselhos ao regente do Planeta da Luz Divina, o meu Pai, o mestre Ayyüb. Um cometa riscava os céus velejando as constelações em direção ao sol ocidental de Aür.


O leito do ARGAMAN é uma das mais belas visões de Qédem e constitui um dos maiores mistérios do Planeta da Luz Divina. Visto de cima, seu álveo se parece com uma serpente púrpura se movimentando sobre uma longa e escavada escarpa rochosa e por esta razão o nomearam também de a Serpente Púrpura. A extensão do ARGAMAN é de 248.000 quilômetros.


Ao longo de seu leito ondulado, à direita e à esquerda de suas margens, se encontram as Emüdot Ta’alümot - as 212 colunas de mistérios sobre as quais foram edificadas as chamadas Bëitim Midrashim – as 212 escolas de estudos do Talmude de Qédem, ramificações da Escola Séter e constituem outro dos grandes e belos segredos misticos deste magnifico e iluminado mundo, uma esfinge hermética que ninguém, a não ser aquele que as edificou, poderia explicar. E quem teria sido o edificador de tamanha maravilha? Raziel, diz uma determinada linha, a diretriz 248 no Gimat-Aria: O livro do estudo dos valores numéricos e suas correspondencias ocultas do alfabeto de Raziel.


- S’thur? Você acredita que tenha sido mesmo o Principe dos mistérios que tenha escavado propositalmente o leito do ARGAMAN desde sua nascente até sua foz? – Perguntei nesta ocasião na qual navegavamos eu e S’thur acima da serpentina álvea púrpura a bordo do belíssimo Arpoador, o veleiro construido em Avior[2].


Aah! O Arpoador! Magnífica embarcação, toda ela fabricada com madeira de ilon, ouro e prata. Trezentos e quatorze dormitórios-estudo, todos com clarabóias feitas com vidro transparente obtido a partir da Pítida – a pedra do milagre. O leme, também feito com madeira de ilon com os seus dez manetes folheados a ouro e prata alternadamente. O velame[3] é composto de vinte e seis velas todas feitas com pishtan e cutená[4] e o cordame trançado de tzvá, a fibra luminosa encontrada apenas em Arikh, o mundo do Senhor do universo, Lord Atiká, seiscentas e treze tranças luminosas em cada cordame. Ah! O Arpoador, o veleiro construído em Aviór, um poema náutico criado para singrar constelações e mundos.



- Pelos peyot de Qabël[5]! Beniel? Por que raios você acha que a extensão do leito do Rio, desde sua nascente até sua foz é de exatos 248.000 quilômetros? – Devolveu-me S’thur com um certo sarcasmo expressando aquele sorriso marono caracteristico dele mesmo com o canto dos seus lábios pupúreos semiocultos por sua rala barba. De súbito, Ida[6] despertou e eu senti aquele calafrio percorrer-me a cervical e a iluminação me atingiu e me lembrei da Diretriz 207 no Gimat-Ária: “Ilumine a câmara nupcial de seus Pais porque você é o Grande Espelho dos Uthras, o rei reluzente de todos os Uthras.[7]



- Pelos céus de Atik! E pelas vestes luminosas da Princesa Jáddua! É por esta razão que o leito do ARGAMAN possui 248.000 quilometros de extensão! Pois, 248 é a gematria do nome Raziel! Óh Jáddua, amada princesa da Sabedoria! Que me beije ela com todos os seus beijos! – Exclamei.


- Olha o respeito! – Retrucou, com aquele sorriso maroto nos lábios, o meu amigo S’thur. – E quanto às 212 escolas? Você sabe a razão de serem tantas? – Questionou-me S’thur.


- Bem! Isso eu sei! Haha! – Respondi. – O valor 212 é a numerologia do nome Zôhar que é o titulo do Livro da Iluminação que é o principal nos estudos da Escola Séter! Assim o estudei na diretriz 212 do Gimat-Ária.


- É! Até que enfim ouço alguma Sabedoria vindo destes seus lábios purpureos! Acho que tu andou bebendo bastante das águas do ARGAMAN! – Disse S’thur com outro daquele sorriso maroto nos lábios.


Às margens do álveo do ARGAMAN crescem as Sequóias Reluzentes de Aür em toda a sua extensão e em uma razão perfeita de 583.000[8] árvores luminosas. Dizem que foi o próprio Raziel quem as semeou às bordas do rio púrpura, codificando em seu número um segredo antigo e maravilhoso e à medida em que o Arpoador singrava as nuvens purpuras – as ananim segol - acima do seu leito e nossos olhos contemplavam as sementes luminosas das Sequóias Reluzentes, nos colocavamos a imaginar quantos e quais mistérios estariam escondidos ali, pois, nos foi dito na Escola de Mistérios que, cada semente possui oitenta e quatro segredos divinos. Conta a tradição de Aür que, aqueles que se alimentam das sementes luminosas destas árvores magníficas tem a consciência elevada e ampliada e que conseguem penetrar os mais profundos mistérios divinos.


Abaixo das margens do ARGAMAN, em cavernas escavadas em suas paredes, vivem os Yaqarim[9] cujos os olhos e cabelos são reluzentes devido ao consumo das sementes luminosas. Eles também são conhecidos como os Anashei Sigalon Taluí – Os Povos do Jacarandá Suspenso – árvores de flores roxas que flutuam ao longo do áveo do ARGAMAN ao lado de suas paredes rochosas cujas raízes se alimentam da luz de Mizrach – o sol ócre de Aür. De suas flores se destila a “Medicina da Ascensão”. Essa flor particular é chamada de Azmata[10] devido á sua radiancia roxa.


A viagem durou exatadas 216 sha’ot[11] de contemplação e estudo da Sabedoria iluminada pelas lâmpadas de Dipankara Vedas, desde a nascente até a foz do ARGAMAN a bordo do Arpoador amparada sobre a cama de vozes das canções poéticas de Râma – o capitão-timoneiro - vindas dos lábios dos argonautas estelares, a tripulação do Arpoador. Suas declamações poéticas constituem o Ramsa[12] – o Livro do Poente – que contem as poesias esotericas que são recitadas pelos navegadores estelares de Qédem ao entardecer nos últimos raios solares doados pelo sol ocre antes de se ocultarem atrás das cristas de Hermon - a montanha de Sandalfon - na foz do ARMAGAN.



"Eu vi Sandalfon - o Príncipe Celeste - descer sobre a foz do ARGAMAN e ele tomou um cantaro e mergulhou no Poço de Sheva e me deu de beber das suas águas e quando eu bebi, minha consciência se ampliou e eu vi o segredo de Beer-Sheva – poço das Sete Luzes. Eu vi Sandalfon...”


- O poema de Râma – escrito no Sipra d’Ramsa


No final, na foz do ARGAMAN se encontra a escarpa rochosa de Kadma’a na qual se encontra a caverna de Adam Kásia, abaixo da qual fica o Poço de Sheva guardado por Tahorá – o eremita.
Chegadas as noites, as embarcações suspensas dos Kivunim – os meditantes – iluminadas por lâmpadas suspensas surgem navegando acima do leito do rio e são vistas flutuando sobre o álveo do Argaman. Estrelas maravilhosas iluminam as noites com mistérios escritos nas constelações pelo maravilhoso Cometa Argos que cruza o grupo estelar da Quilha e se torna visivel a cada sete anos e que estava próximo de seu periélio nesta nossa nessiá[13].

A cada crepúsculo, iamos dormir observando, através das clarabóias nos tetos de nossos dormitórios-estudo, os veleiros estelares singrando o universo, navegando as constelações soprados por ventos solares e imaginando as canções entoadas por seus argonautas e os poemas declamados pelos seus timoneiros, mistérios divinos entoados por lábios elevados.


“ – Estelar, estelar! Singra, óh argonauta, as estrelas, navega com tua embarcação as constelações na busca dos mistérios divinos! Estelar, estelar é a minha alma! Singra, óh argonauta, singra...” – Entoava Râma – o capitão.

Nas madrugadas nos encontrávamos no Salão do Segredo de D’us em kavanná dianta da Menorá suspensa com intenção de ouvirmos as Vozes dos sábios antigos que emanam das chamas levitantes, centelhas das almas dos mestres ancientes da Escola de Mistérios.


"Que as chamas das minhas velas sejam centelhas das almas dos sábios e que possam os ouvidos da minha neshamá ouvirem as vozes que emanam delas. Baruch atá Atiqá Iomatá gal al yadei lehavót ha'êsh be'qolót chachamim ha'sodót ha'shamayim (Abençoado sejas Tu, óh Ancião de Dias que revelas através das chamas de fogo das vozes dos sábios os segredos dos céus).”


- Bênção da Candelabra



Fim do Séter Sipur




[1] Elevado, superior.

[2] Epsilon Carinae – Estrela Binária na Constelação de Carina

[3] Conjunto das velas.

[4] Linho e algodão.

[5] O sétimo dos Ethanin cujo corpo está preservado no Salão dos Segredos de Qédem.

[6] Correndo ao lado do sushumna nadi, em ambos os lados da coluna, estão os nadis (canais espirituais) Ida e Pingala. Ida se refere às energias chandra (yin) da lua (Malchut) enquanto pingala se refere às energias surya (yang) do sol (Zeir Anpin).

[7] Ensinamento secreto de Abathur-Ramá no Gimat-Ária cujo significado poucos poderão compreender.

[8] A razão númerica cabalista 583 é a gematria da expressão “mi-Sipra d’Adam qadma’ah” que se traduz “a partir do livro do Adão primordial” ou seja, do Livro do Príncipe Raziel.

[9] Preciosos

[10] brilho, radiância

[11] Uma semana, um dia e 22 horas de Aür

[12] Entardecer, crepúsculo.

[13] Viagem de introspecção.

Autor
Dipankara Vedas
"Bën Mähren Qadësh"
MIsha'Ël Ha'Levi


terça-feira, 27 de maio de 2014

A Transmissão

A Transmissão
ID: 144.026.207.048 –  583 שידור חי

“E lá estava ele! Seu corpo em posição yogi levitava apoiado nos galhos da árvore luminosa. Seus lábios sussurravam palavras místicas e enquanto os frutos da "Etz ta'alumot" brilhavam como as 144.000 esposas do Senhor do universo e os escribas divinos, criaturas angélicas anotavam em folhas da tamareira celeste, os mistérios divinos que seus lábios sussurravam”. –

Palavras sobre Aruãna – O Jovem

Miron, o campo das palmeiras reluzentes – as Tomerim Mavriqim. Suas folhas contem as setenta esfinges reluzentes da Sabedoria codificados pelo Senhor do universo e escritos no antigo idioma dos mistérios, o Shab’ta. Miron é também conhecido por “Shadê Chochmat Nistar – O Campo da Sabedoria Oculta.
Em Aspar Galiúta – A Planície do Livro Revelado – acima de Miron, sob a luz de dPavonis[1] a principal nesta formação estelar, chamada pelos antigos de Constelação do Ninho do Pássaro[2], dentro do Hall da Meditação, a câmara interna de Pádma Sharon[3], a caverna onde se encontra a “Shoshanat Hit’Orerút[4]”, ali estavam por reunirem-se todos os cabeças das treze tribos dos Filhos de Éber para o “Netiná Yibur há’Neshamá – cujo significado é “Doação Transmitida da Neshamá” – o ritual secreto onde a centelha da vida de um dos sábios antigos da tradição mística do deserto que fora conservada em uma lâmpada especial dentro do Heichal há’Shidur - Salão da Transmissão, é doada para o corpo de um dos jovens iniciados e especialmente para aquele que adquiriu mérito para receber a faísca divina de um sábio.
Uma câmara secreta em Aspar Galiúta esconde Setenta e duas lâmpadas místicas que entesouram as almas divinas dos Sábios antigos, um mistério contemplado somente por poucos seres nos cinco mil anos do governo de Ayyub. O salão da transmissão fica em uma parede rochosa na muralha sul da cordilheira de Miron. Um longo corredor conduz à câmara principal onde as Lâmpadas estão entesouradas. São na verdade seis câmaras contendo cada uma doze lâmpadas com as almas dos sábios antigos. Seis sentinelas divinas guardam as entradas das câmaras e somente os iniciados com lév tahór tem permissão de passar pela tara’aot e adentrarem nas câmaras principais.
O ritual da transmissão é também conhecido como “Shidür há’Neshamá” e por vezes “Shidür Chay – A transmissão da Vida”. A luz de Tzzipori, a quarta estrela de Pavonis havia apontando aquele que seria o receptor no dia do seu nascimento, e assim a criança fora educada desde tenra idade nas trinta e duas sendas místicas sendo preparada para este Ay’ad[5].
Diferente dos mazalot – os destinos impostos pelas influencias zodiacais das constelações aos seres do universo, um Ay’ad é um destino conhecido, desperto na alma do sábio através da jornada pelo “Ésser Mudrachut Livenut Qadushot – O Corredor dos Doze Pavimentos sagrados[6]” durante a qual ele recebe instrução divina dos Doze Reis. Uma litânia[7] poética é dita pelo estudante dos mistérios:

“Omm - Jordanearei pelo Ésser shenim Mudrachot Livenut Qadushot – Omm - O Corredor dos Doze Pavimentos Sagrados e instruído serei pelos Doze Reis e serei Sábio - Omm”.

Todos os filhos de Éber viriam para celebrar este momento e o vale ficaria repleto de milhares de pessoas como os pensamentos jamais poderiam enumerar. Doze das treze tribos já haviam chegado e a única ainda ausente era a nona o que se fazia notar pela ausência do nono matê[8]. O povo armara suas tendas na planície de Aspar Galiúta. À noite, lamparinas a óleo de q’namon impregnariam o ar com o aroma do conhecimento, fogueiras rodeadas por danças circulares e revelações da Sabedoria ao som de instrumentos e cantos conferiram uma beleza particularmente esotérica ao vale.
A lâmpada mística fabricada por uma das encarnações de Dipamkara Vedas contendo uma centelha de Gamma Leonis[9] já fora retirada do Heichal há’Shidur e colocada no antigo altar dentro da Câmara interna. A própria tara’a, a sentinela da quinta câmara onde a lâmpada estava entesourada a trouxera. Tudo estava preparando para a Transmissão.


A Jornada

Setenta dias haviam decorrido deste que a 9ª tribo houvera saído de Bit Alah’aya, a Casa dos Deuses. Encontravam-se agora em Harij onde os Engenheiros celestes estacionaram sobre flutuação antigravitacional, as gigantescas Pedras de Gauriil Ishliha – o Arcanjo Gabriel – nas quais os mistérios das constelações foram escritos incluindo o seu número de estrelas. Estas doze megalíticas pedras chamadas de Pilares das Constelações erguem-se a onze mil metros fascinando a todos que as contemplam e devido a este mistério profundo o lugar foi apelidado de “Omeq há’Qabaláh – O Vale da Recepção”. Trazidas por cada um dos doze príncipes de doze asas do espaço profundo de cada uma das doze mazalot para serem um mistério revelado aos despertos, foram postas neste lugar há setenta e dois mil anos. São como gigantescas montanhas e uma alusão permanente aos pensamentos elevados e por esta razão os filhos de Éber as nomearam “Esser shenim há’Harim Hirhurim há’Sodot – As doze montanhas dos pensamentos sobre mistérios divinos”. Os habitantes do local as apelidaram de “Fundamentos do Universo[10]”.
Fontes de água luminosa chamadas “Acqua Luminae” na língua dos imigrantes e de “Mayim Zoharim” no idioma de Éber, fluem das gigantes pedras flutuantes abaixo, migrando como cachoeiras brilhantes azuis e sendo juntadas nas miqeva’ot – as doze piscinas ritualísticas – escavadas pelos Príncipes celestes por ocasião na qual transportaram as pedras.
Ao redor das Pedras de Gauriil flutuam as rusticas residências dos habitantes de Harij[11] também conhecido por “O vale do horizonte distante”, uma alusão ao lugar onde o futuro pode ser contemplado. Escavadas em rochas levitadas que foram capturadas pela gravitação angélica das gigantes montanhas, as moradias dos residentes de Harij tornam ainda mais bela e mística a paisagem. Sete vezes a cada ano os rituais de Aur preenchem o local e a atmosfera com cantos e alegres poesias. Transmitem os habitantes do lugar, através de tradição gravadas em músicas e poemas, que, uma vez a cada mil duzentos e sessenta e seis anos, um dos príncipes celestes de doze asas desce à região trazendo em suas plumas seis novos espíritos que serão presenteados ao “Livinat Spin’Ot[12] – os nascidos sem alma[13]”, doze crianças geradas sem centelhas para serem encarnações dos anjos. Seus espíritos são faíscas das almas dos Engenheiros celestes e são doadas por eles uma vez a cada vinte e dois séculos e meio. Estas crianças serão os “shaerei kochavim – os Portões Estelares” através dos quais a luz da Sabedoria dos Anjos se manifestaria no universo.

“Sejamos uma vasilha aberta, preparada pelo oleiro divino para receber as águas puras da Sabedoria Celeste a fim de transmiti-las à humanidade”.
Invocação mística dos filhos de Harij

Os filhos do Vale do Horizonte Distante são também conhecidos por “Os Fabricantes de Cântaros” devido à arte na confecção destas vasilhas sagradas usadas nos rituais da Sabedoria de Qédem para colherem especificamente as águas luminosas.
O gigante planeta Sarim podia-se ver no horizonte vestidos pelas ananim kacholim – as nuvens azuis – exaltando, nas almas dos contempladores, os mistérios interiores.
Após cruzarem o “Vale de Harij”, todos os integrantes da caravana mística detiveram-se na Planície de Mishmar Aiyalon cujo significado é “A Sentinela do Campo das Gazelas”, pois nesta região habita a guardiã do Arco do Esplendor que da passagem para o corredor de Nahor Ni’Olam, onde ao ocaso do septuagésimo primeiro dia início do septuagésimo segundo, o universo se abriria para eles e todos contemplariam os mistérios celestes. Agora quase para completar-se o septuagésimo segundo dia, a caravana estava quase próxima ao destino estabelecido. Acampariam ao redor do Arco do Esplendor para contemplar as escrituras de Chatimá Malachit, a assinatura angélica do Cometa Yadësh, quando a belíssima chuva de meteoritos azuis elevaria os espíritos dos yogim[14]. O corredor de Nahor Ni’Olam fica a quarenta e dois quilômetros do Vale do Horizonte distante.
Passada a noite e a belíssima contemplação do Anjo Yadësh, a caravana colocou-se novamente a caminho. Assim que chegaram a Ni’Olam, os cantos de Qédem preencheram o canyon. Vozes uníssonas entonadas com beleza, uma invocação aos Engenheiros celestes, os quais acreditavam os nativos do Deserto, os transportariam dali à entrada de “Mish’kan Livnat há’Saphir – O Tabernáculo do Pavimento de Safira - 32 dias de viagem a frente e era uma tradição mística verdadeira. Logo que começaram a entoar a shirá, uma maravilhosa luz desceu dos céus acima das Pedras de Gauriil passando sobre a caravana que se encontrava dentro do canyon. Assim que cruzou acima do corredor, todos foram abduzidos e instantaneamente deixados em Miron. Penetraram o vale para se juntarem às demais doze tribos.
A câmara interna estava cheia. Sons diversos, burburinhos e sussurros que recitavam poeticamente orações sagradas, especialmente o “Evenim há’Briáh[15]”, preenchiam o ambiente. Ruídos dos xales de orações sendo enroupados, sons de páginas de livros rituais sendo viradas e um verdadeiro falatório sagrado, como uma canção mística, sequestraram o ar. O barulho de pederneiras sendo riscadas para acender nerot[16] diversas. Acesas as velas e lâmpadas suspensas seguiu-se o silêncio por longos 137 segundos. Os treze líderes das tribos dos habitantes do Deserto adentraram a câmara sob as vozes de cantos místicos e a recitação dos Nomes Divinos trazendo nas mãos colocada sobre uma tábua de safira bruta, não lapidada, a lâmpada mística que preservava a centelha de um dos mais antigos anciãos da tradição: Hayim Vital. O aroma de nataf que fluía de bastões de qetoret samim acesos no ambiente logo impregnou o ar causando profundas inspirações olfativas e elevando assim ainda mais os pensamentos.
A chispa sagrada do santo ancião sobre a qual sabiam ser uma centelha Gamma Leonis, estrela na constelação do Ari’zl, estava pronta para deixar seu receptáculo sagrado e entrar no jovem que houvera sido destinado para recebê-la.
O moço tinha a cabeça e o corpo cobertos por um xale bordado em shabtá, o idioma dos mistérios. Podiam-se ver apenas os fios prateados de suas longas zaqenot que reluziam sob a luz da Constelação do Ninho do Pássaro.
“Quando um sábio morre, sua Neshamá, que é uma fagulha estelar, retorna para o lugar de onde se originou, sua estrela natal” – declamou o orador, o encarregado de dar inicio ao ritual ao que o povo respondeu: - Permita-te o Eterno permanecer conosco para iluminar os nossos caminhos! – e continuaram com vozes uníssonas carregadas de emoção:

Siman le’Mashiach
“Um sinal do messias”
Eheyêh asher Eheyêh
“Serei o que Serei”
Gal ni’Olam
“Desvenda o invisível”
Megalêh há’Nistar
“Revela o Escondido”
Chacham, chacham, chacham ve’ód fa’am chacham
“Sábio, sábio, sábio e novamente sábio”.
Shidür ha’Neshamá
“Transmite a Neshamá”
Netinat há’Chayaáh
“Doa-nos a vida”
Chacham, chacham, chacham ve’ód fa’am chacham
“Sábio, sábio, sábio e novamente sábio”.
Gal ni’Olam
“Desvenda o invisível”
Megalêh há’Nistar
“Revela o Escondido”
Netinat há’Chayáh
“Doa-nos a vida”
Shidür há’Neshamá
“Transmite a Neshamá”

Os anciãos colocaram a tábua de safira sobre um meio altar feito de pedra de shocham no centro da câmara sob a luz de dPavôni que fluía pela abertura no teto sobre a cama de vozes que recitavam o poema da transmissão[17].
Um cântaro cheio com as águas colhidas das piscinas das cachoeiras formadas pelas quedas das Pedras de Gauriil, as Mayim Zoharim, fora trazido. Quarenta e duas lâmpadas místicas e setenta e duas velas acesas e introduzidas no Hall por dez meninas e doze meninos aguardavam o iniciado.
No centro do grande salão não natural e que fora escavado misticamente à frente do altar sobre o qual a lâmpada agora repousava, uma grande almofada fora colocada entre seis pequenos pilares de sessenta e seis amót de altura. Ali se sentaria o candidato para ser preparado sob a carruagem de preces sagradas e elevadas para a transmissão.
O requerente foi introduzido escoltado pelas dez meninas e pelos doze meninos já com suas quarenta e duas lâmpadas e as setenta e duas velas acesas iluminando misticamente o ambiente da caverna. O jovem Aruãna[18] tinha o corpo repleto de inscrições místicas e sagradas feitas com kufar lavan[19], uma escrita chamada Ora’ita[20] desenhada cuidadosamente com intensa kavanná por Tavish – o Escriba Sagrado.
Colocaram-no sobre a almofada entre os pilares e logo as meninas e meninos o cercaram com suas lâmpadas e velas acesas ao som das palavras do Poema da Transmissão que ainda permanecia sendo recitado.
Em sua mão esquerda o jovem possuía tatuado um belo aqrav cercado pelas inscrições místicas do Nome de 42 Otiót de forma secreta com as letras do Hallel de Dód[21] que desciam pelos seus dedos e subiam pelo antebraço. Mistérios divinos que somente o candidato conhecia.
- Sheni chaii – saudou o orador à centelha de Vital entesourada na lâmpada enquanto juntava as mãos à frente do coração, saudação esta cuja tradução é “segunda vida” e alude à segunda vida que seria concebida ao jovem Aruãna e que para ele literalmente seria como uma segunda vida.
- Ao término deste ritual da transmissão você não mais se chamará Aruãna, mas Arkun[22] será o seu novo nome – balbuciou o orador.
Vozes se ergueram em cantos sagrados preparando a atmosfera da caverna e as almas de todos os participantes deste ritual tão importante e requerido pela tradição, que um sábio doe sua alma para que, toda a sabedoria por ele penetrada seja mantida no mundo e o ilumine, pois, se um sábio morre e sua alma não for transmitida, o mundo seria coberto pelas trevas da ignorância. Sem revelar toda a sabedoria que penetrou durante sua vida, seria como se houvesse sido ateado fogo a uma biblioteca repleta de livros da sabedoria. Em razão deste mistério, as tribos receberam pela tradição a incumbência de preparar em cada geração um jovem para receber a alma de um sábio durante sua estação mística.
Dipamkara Vedas estava presente e para este ritual, pois fora uma de suas reencarnações que preparara uma lâmpada especial, uma vasilha mística para abrigar a alma do velho Vital e caso o jovem falha-se e não conseguisse absorver a centelha do Sábio em seu corpo ela seria devolvida ao seu receptáculo. Ela então seria entesourada nesta lâmpada especialmente construída pela alma do velho fabricante de candeeiros em gerações anteriores até que outro iniciado tivesse mérito para recebê-la.
A noite não era qualquer uma, fora esperada durante muitos anos até que uma conjunção planetária especial acontecesse entre Gamma Leonis e Tzedeq[23] criando uma Astra Portia[24]. Uma conjunção raríssima como esta acontece somente uma vez a cada 424 anos.
Os escribas do deserto estavam presentes para anotar o acontecimento. Músicos com seus místicos instrumentos acompanhavam as vozes que recitavam as bênçãos e invocavam os Nomes Divinos.

A Árvore Da Iluminação

Numa câmara secreta que se encontra ao fundo da caverna está a Etz Tal ha’bahir – A Árvore da Iluminação - e assim que o ritual da transmissão fosse completado, a câmara seria aberta e o jovem seria conduzido até ela e lá dentro permaneceria durante noventa e dois dias até atingir o estado chamado “Goyim Galil – Nações Reveladas” quando todos os povos interiores do rapaz alcançariam total unidade e elevação sob a instrução da centelha de Vital agora em seu corpo. Este período seria de quatorze luas no ciclo lunar de Pála. Quando a terceira lua ascende em seu décimo quarto ciclo o povo a chama “Dor va’Dor[25].
A Acqua Luminae - as Mayiim Zoharim[26] - foram trazidas em um cântaro especialmente confeccionado pelos habitantes de Harij para este propósito. O orador tomou-o e passou a recitar uma bênção no idioma de Éber: - “Baruch atá Atiqa Qadishá, Elohênu melech há’Iaqumim, she’notzer mayim zoharim”. Após a benção, o oficiante cerimonial tomou o cântaro, o levou ao jovem candidato, deu-o em suas mãos e recitou: - Estas são as águas luminosas, as águas da Sabedoria, e todo aquele que delas beber, tornar-se-á um sábio. O jovem tomou o cantado nas mãos e tomou das águas luminosas.
- E para que a tradição não se perca e toda a sabedoria seja ocultada, esta centelha e com ela todo o conhecimento te é doada – disse o oficiante fitando nos olhos o jovem iniciado.
Seguiu-se o ritual. A lâmpada foi aberta quando o selo místico sobre ela fora quebrado e todos viram quando a centelha do velho Vital flutuou e transmigrou-se com sucesso para o jovem Aruãna.  Assim a Sabedoria foi mantida entre todas as tribos.
As canções místicas tomaram o ambiente da câmara e estenderam-se por todo o vale, e foram ouvidas por aldeias vizinhas sinalizando o sucesso da transmissão da alma do sábio Vital para o agora nomeado Arkun.
Duzentas e dezesseis sentinelas, as tara’aot de muitas Astria Portias desceram e iluminaram o vale inteiro com seus espíritos, tornando a noite única e magnificamente extraordinária.
Os mais elevados podiam ouvir o canto das estrelas, poesias solares entoadas pelas almas do homem celestial. Os escribas copiaram-na e os chefes das tribos a incluíram na tradição mística dos filhos de Éber.


Haia’Ël

"Haia'Ël - a Estrela Haÿffa - ascendeu, caminhando pelo Rio de Luz nos passos de ahavah (amor) iluminando os mundos de Carina e todos os seus habitantes com as Luzes do Nome Brilhante e com a Sabedoria dos 26.000 Anciãos da Compreensão cujas palavras podem ser ouvidas sob as sombras do Carvalho de Martin'Êtz nas noites em que Haia'Ël intensamente brilha. Ahhh... Haia'Ël - a Estrela Haÿffa - a caminhante no Rio de Luz. Estrelas menores vestem os seus belos pés que jornadeiam sobre a estrada de Ahavah. Os mundos ouvem a sua voz, quando os amantes da Sabedoria trilham as estradas de Shoshanat Darchá: "Conheço os passos daquele que andeja o Nativ do Amor. Haia'Ël - a Estrela Haÿffa".

Poema de Yeli'Ël, poeta místico do sistema planetário de Carina, sétimo mundo de Haÿffa - a  Estrela da Ascenção. - Crônicas de Qédem.



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[1] 4ª estrela na Constelação do Pavão
[2] Qan há’Tzipor
[3] Lótus de Saron
[4] Flor do Despertar – Nível de consciência de Iluminação, do Desperto.
[5] Destino, objetivo, finalidade.
[6] As doze permutações do Nome Divino
[7] Uma litania (ou ladainha) é uma forma de oração mística que consiste em uma série de preces feitas em estrutura responsiva.
[8] Cajado
[9] HIP 50.583
[10] Iesodót ha’Iaqum. Ensinaram os sábios que o valor numérico de Fundamentos do Universo é o mesmo de “Shaerei Biná” cujo significado é “Portais da Compreensão”.
[11] Horizonte
[12] Vasilhas de Liviná – Os receptáculos para as almas do Sétimo Céu, as mais elevadas do universo.
[13] Noled blí neshamot
[14] Um iogue, ioguim, yogi ou yogin (em Sânscrito: योगी yogini é uma forma feminina para o termo) é um termo que caracteriza os praticantes de yoga. Esta designação é mais usada para praticantes avançados. A palavra "yoga" em si - oriunda da raiz Sânscrita yuj ("unir") - é normalmente traduzida como "união" ou "integração" e pode ser entendida como a união com o Divino, ou integração do corpo, mente, e alma.
[15] Nome de D’us de 42 Letras
[16] Velas de cera de tamareira com o aroma de q’namon
[17] Shirat há’Shidur
[18] Literalmente “Arca”.
[19] Henna
[20] A Instrução Divina gravada em Shab’ta
[21] Hallel 119
[22] Literalmente “Antigo”. Nome dado àquele que, através do ritual da transmissão passará ser o promulgador da tradição mística e o líder da tribo.
[23] O planeta da Justiça
[24] Moéd: do hebraico “tempo fixado” um tempo específico, uma janela espiritual por onde a luz desce ao mundo físico. Do latim Astra Portia – Literalmente “Portão Estelar”.
[25] Geração a Geração
[26] Myrhvz Mym