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sábado, 16 de fevereiro de 2019

O Artrópode De Pedra



O ARTRÓPODE DE PEDRA

Ele fora encontrado nas profundezas de Mazal Akrav, nas terras áridas de um pequeno planeta orbitante da gigante azul Sigma Scorpii, nomeada na cartografia estelar por Alniyat[1]. Os expedicionários que o descobriram faziam parte de um grupo de arqueólogos místicos do chamado Qibbütz Elyiahu. Compreenderem posteriormente, após dedicado estudo que, o Akrav de pedra fora, na antiguidade, quarenta e quatro mil anos distantes no passado, a Catedral do povo alienígena de D’rash – o artrópode-humanoide remanescente dos Evenim Yodê’a há’Erev Briáh – Tábulas do Conhecimento do Crepúsculo da Criação. Sua edificação fora datada milênios antes da descoberta do Templo de Vênus Sabra, o rubi estelar pendante no colar de Omicron Akrav[2], onde o sarcófago de D’rash fora descoberto e desde de que ele revelara a origem de seu povo e contara a Nachimânide sobre as vinte e seis Tábulas do Conhecimento, que os arqueólogos procuravam por elas. Souberam pelos lábios do ser artrópode-humanoide, que todos os segredos da criação estavam codificados naquelas vinte e seis estelas sagradas gravados no idioma antigo que D’rash chamou de “Lisan Even-Yodê’a – O Idioma do Alfabeto Oculto do Criador.”
Os estudiosos de mistérios que acompanharam os expedicionários do Elijah Qibbütz, Criptólogos de Elióra, desvendaram que o Even-Yodê’a era um acrônimo para “Alef-Beit Ne’elam Yodê’a – O Alfabeto Escondido do Conhecimento”.

O Alef-Beit Ne’elam

A gigantesca basílica artrópode possui quarenta e duas câmaras com vinte e seis subcâmaras cada uma, num total de 1092 e depois de dois anos inteiros pensando sobre este mistério, descobriram os arqueólogos  que o valor da soma total das câmaras era a gematria[3] da sentença “mi-Torat Elohei[4]” e que além de seu significado era uma chave para destrancar um outro sublime segredo.
Na cabeça da edificação de pedra os expedicionários descobriram duzentos e dezesseis parlamentos contendo em cada um deles um altar edificado com doze tábulas com uma inscrição gravada em Lisan Even-Yodê’a, uma epígrafe em cada tábula. Os parlamentos eram os aposentos dos duzentos e dezesseis membros da Assembleia parlamentar de Dovra’t Ne’elam - o nome do gélido árido planeta, a joia maior orbitante no colar gravitacional da gigante fria Alniyat[5], o qual apelidaram de Kadem-De’a[6] devido à descoberta de uma planta púpura encontrada em um Jardim interior dentro do templo em uma câmara hermética e que ficou conhecida como Muscári da Sabedoria. Bio-luminescênte e repleta de bulbos pendurados em sua haste, ao todo vinte e oito pequenos tetraedros cada um contendo um líquido púrpuro luminoso chamado de Orót ha’Razin – Luzes de Mistérios – pequeninas sementes cintilantes encontradas dentro das câmaras das flores cuja ingestão proporciona a iluminação da consciência. Os primeiros que as viram as compararam com estrelas pulsares devido às suas cintilancias, e, de fato, elas pulsam e em uma sequência matemática de 73 levavim[7] por minuto. Se descobriu, que o nome era devido às propriedades geriátricas iluminadoras do licor encontrado nas pequeninas pirâmides florídeas, setenta e três qoren zeraim[8], e que era usado como veneno ampliador da consciência pelo povo de D’rash.

Dunas Luminescentes

- Você já tinha visto dunas bioluminescêntes de gelo, Cholit? – Perguntou She’ül, um dos expedicionários ao seu perplexo companheiro de expedição ao se depararem com os outeiros de gelo luminosos.
- Por que elas emitem este brilho azul? – Cholit questionou intrigado apontando para uma das cintilantes dunas.
- Dizem que os cristais de gelo dos quais são formadas emitem a luz da oculta criação[9] e é por isso que são luminescentes – respondeu She’ül.
A luz oculta é a Ór Ha’Ganuz que, segundo a tradição, foi esconidida pelo Senhor do universo, Lord Atiká, logo após o Tsim-Tsum[10] que deu origem À criação.

Uma inscrição em hieróglifo genético[11] sobre uma Livnat Saphir que se descobriu no interior de uma piramidá edificada com blocos de luz,  e que se soube, posteriormente, ter sido talhada de uma lasca do trono divino, no idioma de Kadem-De’a, sequestrou a atenção dos Criptologistas de Elióra que levaram seis anos[12] para decifrá-la.

A câmara onde foi encontrada esta estela azul, ficara lacrada durante mil duzentos e sessenta e seis anos. Foi Patách, o chefe do departamento de criptografia de Elióra com o auxílio dos nove companheiros Kamätz, Tzerëi, Segöl, Shëva, Cholëm, Chiriq, Qubütz e Sh’rëq quem descobriu que o segredo, para destrancar a sala secreta, estava no sabre de D’rash que fora dado a Nachimanide.

A inscrição dizia: “Da coroa do Rei brilham quatrocentos e vinte e seis cintilancias de Luz. Sua cidade possui trinta e duas avenidas, e para entrar nela cinquenta Portões estelares foram preparados. Setenta e duas pontes cruzam o rio que cerca o seu Palácio. Quarenta e duas colunas de fogo guardam as portas dos salões dos tesouros reais e somente o que conhece o segredo do Nome do Rei contendo vinte e seis letras abrirá os mistérios das Estelas da Criação”.

Esta esfinge da Sabedoria ocupou os decifradores por muitos meses, até que, não conseguindo abrir está pirâmide mística, a enviaram a mim, Beniel bar Ayyub e eu a coloquei sobre a guarda de S’thur que  como eu, fora iniciado na Escola de Mistérios de Qedêm, e foi ele quem decifrou o enigma.

- No sabre de D’rash há uma inscrição contendo doze letras que é a chave biogenética que abrirá a câmara – explicou Tzafën, o Criptólogo de Qedêm ao membros do Elijah Qibbütz.

Sobre a descoberta de Kadên-De’a,  fora o Delta Argos, um veleiro espacial fabricado também em Avior, que o encontrara enquanto navegava os mares profundos da Constelação de Escorpião. O Argos fora construído para ser uma biblioteca esotérica com arquivos repletos de milhares de pergaminhos–filmes. Gal’einay fora o experiente capitão-timoneiro que conduziu o Argos pelas águas profundas da constelação de Akrav sob as vozes dos navegantes que entoavam o poema de Yoach Kalach – o Anjo protetor.

A Necrópole Iluminada

Na cauda do Artrópode de Pedra os expedicionários encontraram uma necrópole contendo duzentos e setenta sarcófagos flutuantes levitando sobre um magnífico mar de luz. No centro deste oceano luminoso descobriam uma Cidadela levitante cujas vivendas edificadas em todos os bairros possuíam um Escorpião fluorescente em cada porta. Os estudiosos de Elióra descobriram que era um leitor de palma, e de fato,  somente através deste as portas se abririam e somente com a biometria da palma dos seres habitantes da Cidadela. Já haviam desistido de entrar em qualquer casa quando, acidentalmente, um jovem arqueólogo do grupo chamado Adâmas, colocou a palma da mão direita sobre um dos escorpiões fluorescentes em uma das portas, a da residência 583. O leitor escaneou a mão do jovem e a porta se abriu. A curiosidade em descobrir como se dera este “milagre” conduziu os cientistas a uma incrível descoberta: Adâmas era filho do próprio D’rash com uma mulher de Elióra chamada Amta d’Nurá que fora a esposa de D’rash durante 424 anos.

Ao tocar o akrav luminoso na porta da residência, outro mistério se revelou: Adâmas despertou e começou a recuperar memórias de ensinamentos secretos sobre os quais foram instruído por D’rash, seu pai, na infância. Através destes ensinamentos muitos mistérios que estavam gravados nas estelas foram revelados.

“ – O Despertar é a epifania da luz oculta da criação. O Despertar é o “Haja luz...” do Creador, pois está escrito “Iehí Aür...” – Disse Adâmas, o filho de D’rash.


[1] Sigma Scorpii – HIP 80112 – 20 Scorpii
[2] Omicron Scorpii – 19 Sco – HIP 80079
[3] Cálculo numerologico das letras de uma palavra escrita no idioma divino.
[4] A partir da Instrução Divina.
[5] T Sco
[6] Conhecimento Antigo.
[7] Pulsações cardíacas
[8] Sementes translúcidas.
[9] Ór ha’Ganuz.
[10] Contração e Expansão
[11] Gene-Hieróglifo
[12] Uma emanação da Árvore Das Vidas.


sábado, 4 de março de 2017

A Estela Das Constelações





A Estela Das Constelações
ID: 144.314.207.48 – 314 (שַׁדַּי)


“E das mãos de Armon fluirão as águas de hitorerut quando o messias chegar”.


Sipra Hitorerut d’Qedmá[1]


A caverna estava cheia. Quarenta e duas lâmpadas suspensas e setenta e duas velas tradicionalmente confeccionadas com cera das qóren-tamar e óleo de q’namon acesas a iluminavam tenuamente despejando suas luzes suaves sobre as paredes rochosas abóbora-ocre da gruta e a impregnando com seus perfumes maravilhosos. Não haviam nuvens ao entardecer do décimo quarto dia de Ayarú[2] - o segundo mês, nomeado pelos antigos de Nahór Yeór “Afluente de Luz[3]” em Omeq Lívna onde se encontra a gigantesca estátua de Armon há’Éven – O Eremita de Pedra – também prestigiado como Cohen Ein Panim - o Monge sem face - sobre o qual, diz a tradição, de suas mãos fluirão as águas de hitorerut[4] quando o messias chegar. Por setenta gerações apregoam os clérigos do legado místico do deserto que, no momento que águas forem contempladas fluindo das mãos do Eremita de éven-bazlat[5] - erigido há três mil e trezentos anos no planalto de Lívna, o messias terá chegado.


Ao Sul, Ma’erav – o sol azul - inundava com seus últimos raios a escarpa rochosa de Adunai tornando o poente um espetáculo crepuscular acroamático e logo Pála – a terceira lua – vestindo um véu nupcial semitransparente faria ascensão à sua cheia exibindo o halo da compreensão divina ao seu redor o qual os antigos chamam de Kevód El – o Halo da Glória[6] permitindo aos olhos dos contemplativos a sua apreciação asceta. Todos os corações já estavam repletos de contemplações místicas[7] chamadas nos maeglim pinimiim – os círculos interiores[8] - de kavanat levavim[9].


Os pássaros de fogo, os Hofa’ot, cruzavam a pré-noite vindos de seu enigmático esconderijo, incandescendo suas plumas num espetáculo, como de costume, sobrenatural e por demais e sempre apreciado pelos habitantes das ohalei galuí aliót[10] e das cavernas e a principal delas era a Bizuná d’Adam Kásia[11] onde, desde os tempos primordiais, os sábios se encontram e se sabe, pela tradição, que uma noite sem nuvens e ignescente pelas incandescentes plumas dos Hofa’ot era uma vigília de mistérios abertos, e, especialmente, conforme dizia a agadá, o décimo quinto dia de cada chodesh[12] conhecido como “chamishá ezrá[13]” quando as almas dos mestres da Idra d’Mishkená[14] se faziam acessíveis neste zemin’ot[15] através dos Shaerei Malachim – os Portões dos Qerubim[16].


- Avigdor? – Chamou Adamas, o tecelão. – Dizem que Adam d’pagria[17] descobriu aqui, dentro desta gruta o Adam d’Kásia[18] e é por isto que ela foi nomeada Bizuná d’Adam Kásia. É verdade o que dizem?

- Sim! – Respondeu Avigdor. – É verdade e também a máxima da tradição que diz que, todo homem pode descobrir o Adão d’Kásia, se mérito tiver para isso.


Adamas não era um tecelão qualquer, mas um iniciado que aprendera os segredos da tradição com Ta’alumot, o quadragésimo segundo dos Ethanim que o ensinou a ler os códigos divinos escondidos nas tramas das tecelagens e cujo corpo repousa em sua qufsá suspensa preservada no Salão dos Mistérios de Aur.


O avir mizrach soprava sobre a alfombra árida[19] cor vermelho-canela levantando pequenos torvelinhos e trazendo o aroma do q’namon para dentro da meurá reforçando a já perfumada gruta e forçando os membros da hayk’la a inspirarem profundamente favorecendo as kavann’ot. Certamente os segredos de Adam Qadmaya[20] seriam revelados nesta radiante shachar ila’áh.
 
- Lehitarvël! Lehitarvël! – Ouviram os membros da tertúlia aos gritos da sentinela, o encarregado de observar os sinais enviados pelos andarilhos da aridez, os zéfiros, aragens desérticas que caminham como homens sobre a alfombra esotérica de Qédem.


- Lehitarvël! Lehitarvël[21]! – Escutavam as exclamações de Rimza[22] sobre o Rihua d’Ria – o vento vivo – denominado Lehitarvël cujo significado é “o Sopro do Despertar”.


- Rimza avisa que um Lehitarvël está descendo da crista de El ao Sul – lançou-se Sabra – o proclamador – bradando caverna adentro e enquanto ainda falava buscando folego um pássaro de fogo veio e pousou na plataforma de pedra calcária à entrada da caverna atrás dele levantando um véu vermelho-canela sequioso e o aflando para dentro da meurá forçando as inspirações contemplativas de todos. Olhou para os membros e abrindo novamente suas asas incandesceu suas plumas iluminando todo o interior da gruta cuja luz, fornecida por aquelas setenta e duas velas de cera de tamareira e óleo de q’manon e as quarenta e duas lâmpadas suspensas se esvaneceu diante da radiante cintilância causada pelas labaredas esplendorosas da ave[23] que, mantendo suas abrasantes asas abertas passou a gorjear aquele seu canto característico e maravilhoso no segredo da sua espécie.




- Ya-how-hu! Ya-how-hu! Ya-how-hu (יָהוֹהֻ)![24] – Chilreava o Hofa’ot intermitentemente causando inescrutáveis arrepios em todos os habitantes da gruta. Todos viram quando o Nome Divino[25] se manifestou entre às lumes labaredas criadas pelas abrasantes plumas da mística aparição e em seguida, ainda com as asas incandescentes, ergueu voo aos céus provocando que alguns dos participantes se levantassem e seguissem à entrada da caverna para contemplar o esfíngico espetáculo.


- Hu-ya-how! Hu-ya-how! Hu-ya-how (הֻיָהוֹ)! – Chalreava ao longe indo na direção da escarpa de Adunai onde seu bando estava empoleirado abrasando alternadamente, como num código, as suas plumas.


- Que visão maravilhosa! – Exclamou Zaruan[26] enquanto observada o bando. – Dizem que seu canto é um enigma celestial! – Acrescentou.


- O canto dos pássaros de fogo é um segredo que os anciãos do deserto nomearam “keróv gudlô” – um gorjeio cadenciado no qual um mistério espiritual se esconde. – Explicou Avigdor.
 
- Dizem que entoam o Nome Divino – disse Z’murá – o cantor. – E que neste canto se oculta o segredo, contam, que é um convite para os iniciados. Completou.


- Que convite e este Z’murá? Perguntou Sumá. – Os anciãos dizem que é a expressão interrogativa na qual o desafio convidativo “Gulá sód Ël be’Éden[27]” no idioma de Éber se faz ouvir através do gorjeio enigmático dos Hofa’ot.


- E o que significa Z’murá? Questionou R’zní – o trovador. – “Descubra o segredo divino do Éden”. Explicou Z’murá.


- Como é sábio este homem! – Disse Nuk’raya, o forâneo vinicultor de Odan, o vilarejo interior das escarpas de Odat[28].


- Aaah! Não é por menos! Ele é discipulo de Azhor! – Sussurrou algum no fundo da gruta despertando um burburinho alegre no grupo.


- Tinha que ser você, não é Dargia! – Disse Avigdor olhando para trás e encontrando seu amigo aos risos. Um breve silencio se seguiu para ser rompido pelos muitos dedos e gargalhadas apontando para o risadinha no fundo da caverna.


Ao contemplar os pássaros de fogo, um sussurro esotérico começou a levitar sobre mentes dos participantes do chug ne’elam[29] e era sobre o lugar secreto onde Hofa’ot edificaram o seu hermético ninho coletivo, o Ginat Odânia – Jardim do Éden – balbuciavam os lábios dos sábios da tertúlia esotérica. Dizem que somente um homem encontrou a Nativ[30] e a passagem secreta para o ninhal dos pássaros de fogo devido ao mérito de sua alma e ao conhecimento do seu espírito.


- Avigdor! Nos conte um enigma da tradição! – Exclamou um dos participantes da assembleia dos enigmas. Bahir era o seu nome.


- “Um homem que ama uma mulher, deseja vê-la nua, assim como o Senhor do Universo[31] deseja ser visto sem véus” – recitou Avigdor, um taguid[32] antigo conduzindo os pensamentos sobre a carruagem do poema esotérico. Logo, os céus estariam magnificamente estrelados exibindo aos iniciados o alfabeto celeste na abóboda de Aur os permitindo contemplar os seus mistérios.


- Tudo o que eu desejava é que minha Ágna estivesse aqui – Disse sorrindo Adatan – o iluminado - exibindo suas obturações artesanais de prata feitas por Shinuyi, o ortodontista do seu vilarejo num sorriso maroto típico dos habitantes do deserto interior.


- Ora, cale-se seu velho exibido – disse Ahab ao som das inúmeras gargalhadas dos demais membros – e agracie nossos ouvidos com o som do seu instrumento – completou. Adatan tomou seu al’lud’lyrae e começou a dedilhar a Ben Há’kaná – a canção da tradição esotérica que é o segredo do Nome de Quarenta e Duas Letras.


Esta seria uma noite esplendorosa na qual uma conjunção especial aconteceria. Seria a cheia de Leváv – a quinquagésima lua - em unificação com a cheia de Pála – a terceira lua, formando nos céus o que os imemoriais chamam de “Ayniá D’atiká - Os Olhos De Atiká[33]”. A luz da coroa celestial preencheria o receptáculo divino da Compreensão sagrada e os iniciados e estudantes alcançariam discernimento sobre os veneráveis glífos da Sabedoria antiga gravada no Réza Qedma’á também conhecido como Sipra há’Razim – O Livro dos Mistérios ancestrais[34].


Alguns até mesmo conseguiam ver, sob a luz das luas que se aproximavam de seu casamento, as almas das Hayot[35] cavalgando sobre as plumas flamejantes dos pássaros de fogo. Se conta que, certa ocasião, em uma Idra Mistor acontecida em Adam Kássia, Azhór revelou que, tais criaturas de luz são criadas pelas meditações com as letras do idioma sagrado dos mistérios, o Shábta.


Um sinal estava visível nos céus. O cometa Yadésh fazia o seu retorno de trezentos e quatorze anos cruzando as constelações, as letras do alef-beit elohai, deixando, aos despertos, a mensagem do anjo divino enviado por Lorde Atiká.


- Eis a pena de D'us com a qual ele escreve os Seus mistérios sobre o Seu etéreo pergaminho celestial. As constelações são suas letras, as estrelas suas vogais, e com elas os Seus anjos anotam a música do Jardim do Éden sobre a pauta musical da Sabedoria e quem for sábio compreenderá como interpretá-la" – Recitou com kavaná Avigdor, o patriarca da décima segunda tribo dos B’ney Éber apontando com o indicador esquerdo para o cometa. Seria dele o discurso esotérico que daria abertura à assembleia mística nesta noite.


- Metatron! – Exclamaram alguns outros dos líderes das tribos aludindo que o Yadésh era o próprio Escriba Divino vestido sob as flamas azuis de poeira e gelo do cometa cujo periélio era de exatos 314[36] anos. Logo o anjo luminoso cruzaria os céus sobre o Pilar de Yigal e Shefirá – o obelisco da pedra lápis-lazúli duzentos e sete quilômetros ao Norte de Oméq Lívina e sua passagem faria brilhar o código de Arba Gimra[37] – as quatro joias – como transmitido pela tradição esotérica de Aur.


- Berich atá Atiká Qadishá Gal Há’Sodot – Bendito sejas Tu ó Ancião Sagrado que revelas os mistérios – recitaram todos os que iriam participar da laila galuí há’razim – a noite dos mistérios revelados - enquanto faziam com ambas as mãos o mudrá sacerdotal e recitavam a prece da revelação: - “Beram itai Elá bi’shemayá galê col razin di chochmatá di Qédmá:


- E lá vai o andarilho de Shaddai jordaneando pelo caminho do rei através da alcatifa de estrelas adornada pelo alfabeto do Escriba Divino – poetizou Adatan ao som do seu instrumento.
 
Pergaminhos antigos relatam as brumas da Idra Mistor[39] que acontecera em Omeq Liviná[40] nesta noite durante a Primeira cheia de Leváv[41] no mês de Ayarú[42].


Após terminarem a invocação da prece assentaram-se na forma de uma espiral galáctica ao redor da Estela das Constelações – o Monolito shocham de treze metros de altura, um dos oitenta e seis pilares do mundo angélico cujo nome espiritual é Tzafenat Bat Peni’Ël e cuja beleza deixava todos homens com os corações e as mentes elevadas e desejosos para penetrar os seus mistérios. Foi fincado dentro da gruta pele anjo Galizur[43]. Seu cimo atravessa a abertura no teto da caverna e pode ser visto mesmo ao longe. Conta a agadá que Peni’Ël brilha como a luz de uma das gigantes azuis e que o universo pode ser visto através dela. Uma outra agadá narra sobre um homem impuro cujos olhos foram queimados ao tentar contemplar a beleza angélica de Tzafenat Bat Peni’Ël realizando uma invocação que lhe foi proibida devido à sua impureza. Seu nome era Tumá[44]. O anjo Rachmiel passou pelo portal aberto e o tocou e seu toque o purificou, porque o Divino, que conhece o futuro, sabia no que ele se transformaria e, por este motivo, ele passou a ser chamado de Tahorá cujo significado é “pureza”. Ele vive ainda hoje como o eremita guardião do “Poço de Sheva” que fica em uma sub caverna abaixo da Meurá de Adam Kásia no Vale de Livná e que recebe, por um afluente, as águas púrpuras do Argaman e ele também é o observador de Armon há’Even.


- Como pode um homem cego ser o observador de um sinal tão importante se não possui visão Avigdor? Perguntou Daula[45].


- Ele possui Chazon[46], Daula, e não precisa dos olhos físicos para enxergar qualquer coisa. Explicou Avidgor.


Os participantes da Idra Mistor, algumas vezes nomeada Idra Ila’á, eram em número de setenta e três, valor esotérico da Sabedoria e faltando apenas um, a Assembleia não se realizaria e Avigdor era o líder.


Através da abertura no teto da caverna podiam ver Shór (Taurus) se posicionar acima do Obelisco estelar. Assim que a constelação alcançou a posição mencionada nos textos antigos, os líderes das Tribos místicas do Deserto de Qédem começaram a entoar a Shirat Sale’í – a Canção da Estela das Constelações – um mantra registrado no Réza Qédma[47]:-


“Adonai sale’í umetsudatí, umefaltí, Eli tsurí echessê bô, maguiní ve’kéren yish’í misgabí


Cento e quarenta e quatro mil micro pedras haviam caído para repousar no fundo de todas as ampulhetas que, como já se sabe, todos os membros traziam atadas, em um cordão feito de especiaria trançada – propício para a acasião-, ao redor dos pescoços e que começaram a brilhar, quando alcançaram a setuagésima segunda recitação do mantra e, então, centelhas luminosas surgiram vindas de dentro da Estela, também chamada deste os tempos antigos de “O Portão das Estrelas” assim nomeada devido ao seu segredo: As luzes das estrelas das setenta e duas principais constelações, mergulharam através dos setenta e dois portais – os Stargates celestiais - para emergir através da Pedra Negra de Metatron – O Escriba Divino – como também é conhecida a Estela das Constelações. As centelhas iluminaram o código estelar escrito na Estela. Imediatamente após emergirem da Pedra negra, transmigraram para dentro dos corpos dos líderes das tribos que passaram a “profetizar sabedoria” encarnados com as centelhas luminosas dos arquivos celestiais. Suas vozes entoadas como uma partitura angélica, começaram a revelar os mistérios escritos no Rezá Qedmá durante toda a primeira vigília[48] e ao final dela, um descanso foi proclamado. Selái, uma das filhas de Tahorá – o ancião guardião do Poço de Sheva - entrou pela passagem côncava no lado oriental da caverna depois de subir os degraus da Sulam Yesód she’be’Yesod Ami’Ël – trazendo, junto com outras seis jovens, bandejas feitas de even-tzohar[49] repletas com copos feitos de madeira de tzipornim cheias com o vinho místico feito com as uvas das frondosas parreiras de Aur – as anavim sodim. Abaixo da meurá ouviam-se as águas do Argaman correndo pelo álveo de Selaé. O som das águas desaguando abaixo da caverna era uma canção esotérica aos ouvidos dos membros da Idra Mistor que cheiravam especiaria enquanto saboreavam o delicioso vinho.


Os membros logo retomariam as recitações. Aguardavam apenas que o cometa Yadésh estivesse cruzando o Pilar de Yigal e Shefirá que se realizava uma vez a cada 314 anos.


- Ei! Qása? Como está o seu vinho? – Gritou Avigdor levantando seu copo e estampando aquele sorriso maroto caraterístico dos andarilhos do alfombra místico de Qédem nos lábios.


– Melhor que o seu amigo! Respondeu Qása. – Como assim melhor que o meu? Retrucou Avigdor olhando para o fundo do seu copo com uma das sobrancelhas erguidas. – Não vieram ambos das mesmas videiras? – Completou.


- Mas o meu foi servido pela própria beleza, a filha de Tahorá! Respondeu Qása amparado pelos risos de todos os outros.


- Selái? Chamou Avigdor – sirva-me mais, por favor! Pediu erguendo o copo e arrancando mais risos dos amigos.


Enquanto aguardavam, alguns dos membros foram até a entrada da caverna de Adam Kasia e se sentaram na Sahada D’Nurá – a Plataforma do Testemunho de Fogo – onde desejavam testemunhar a aparição dos Amudim Vovim – Os Pilares de Fogo – que caminham pelo deserto à noite sempre com mensagens esotéricas aos despertos uma vez que são criaturas vivas.


- Será que eles virão? – Perguntou Abatur Rama aos amigos que o acompanharam até a plataforma. – Eles sempre vêm, eles sempre... respondia Ainata – o visionário – quando um pilar de fogo surgiu a Oeste desviando a atenção de todos os outros.


- Hinêh Shem Adunai holéch bôër bamidbar. Kevód Elohim hastér davar, u’kevód melachim chakór davor – Recitaram os visionários.


Sobre o Vale de Liviná, ele se encontra a 314 quilômetros no deserto de Qédem penetrando o tapete árido do deserto interior. Situado dentro da cratera de impacto do M314-26[50] – uma joia que se desgarrou das vestes azuis do anjo Yadesh no ano 44.314 – Omeq Liviná é também chamado de Gan Tziporá – O Jardim de Séfora – pois foi semeado com as vinte e seis sementes do Jardim superior de Lorde Atiká. Disseram os sábios de Aur: - Por que ele se chama Gan Tzipora? Porque Tzípora tem as mesmas letras de Há’Tzeruf cujo significado é “O Permutador”, pois foi neste local que Gaon Nistar – o sábio – permutou as letras que fizeram brotar as vinte seis sementes que floresceram no Vale de Livina e é por esta razão que os sábios vem até aqui para estudar das permutações dos Nomes Sagrados de Atiká.


Os antigos mestres da sabedoria dos B’ney Éber foram quem escavaram as cavernas nas quais habitaram, durante milênios, nas bordas da cratera do M314-26 e, principalmente a meurá de Adam Kássia.


- Avigdor? Nos conte a agadá sobre o Sabre[51] místico do mestre Moisés a qual Yitrô havia plantado no jardim dentro de sua tenda? – Pediu Avnér, o líder da terceira tribo. – E por que ele lhe deu Tzípora sua filha por esposa? – Completou.
- Na vara sagrada está gravado o Sagrado Nome do Senhor do Universo, Lorde Atiká, através do idioma dos mistérios, o Shabtá[52] que não era conhecido de todos aqueles que tentaram retirar o Sabre do jardim. Yitrô então prometeu que daria sua filha para o homem que conseguisse ler o Nome e levantar a Vara. Quando Moisés entrou no jardim e viu a vara, ele leu a cifra, pois sabia como permutá-la e revelou o Nome Sagrado. Ele ganhou Tzípora justamente por este mérito, pois Tzipora tem as mesmas letras de há’Tzeruf que é permutar, cambiar as letras através de um determinado método secreto que só é conhecido dos mais proeminentes místicos de Qédem.


- Este não é o segredo dos pássaros de fogo Avigdor? – Interrompeu Ëdá – o jovem[53] questionando sobre os Hofa’ót.


- A permutação dos Nomes Sagrados e das palavras da Torá que Moisés recebeu, cria um pássaro de fogo e sobre suas asas a alma se eleva. Através de dois métodos[54] de permutação “Hofa’á” se transforma em Tzipor que é a palavra no eberiano para pássaro – Explicou Avigdor.


- Então, este é mesmo o mistério dos Hofa’ot Avigdor! Eles são fenômenos espirituais criados e manifestos no mundo físico através de tzeruf das palavras do Sagrado! – afirmou Ëyal.


- Sim Ëyal! Quando fazemos um tzeruf de uma palavra e trazemos para fora um novo mistério que outrora estava escondido, criamos um pássaro de fogo e nossa alma ascende ao Jardim Superior nas asas deste pássaro – explicou Avigdor.


- Voltemos ao chug ne’elam amigos, o momento se aproxima e a luz de Yigal e Shefirá logo vai brilhar – convidou Avigdor. Um burburinho enigmático se seguiu ao convite, cada um dos membros recitando seu mantra pessoal enquanto retornava ao seu lugar.


O cometa yadésh iniciou a sua travessia sobre o Pilar de Yigal e Shefirá e no momento em que a inscrição no Pilar se iluminou, todos os membros fizeram o mudrá sacerdotal e recitaram em uníssono a invocação do Anjo Metatron:


"Vê'hachí kad haváh patach, Rabi Akivá be'ma'asêh merkavá, pomeicha haváh Sinai, ve''kaleicha haváh sulam, divêh malachim salkin ve'nachtin, be'col dibur ve'dibur dilêh, havá rachiv aleya malach... Metatron!".


Dipankara Vedas – o velho fabricante de lâmpadas da sabedoria - que também estava presente, abriu seu alforje e colocou, no meio do círculo, uma candelábra de nove lâmpadas feita de prata, ouro e bronze. Cada um dos outros nove líderes dos setenta e dois principais presentes abriram também seus alforjes e retiraram uma vela feita de cera de q’namon especialmente preparadas para a ocasião e enquanto Vedas preparava a menorá os outros recitavam preces místicas e se preparavam também para acender as suas velas.
A shachar nistar se seguiu adornada com revelações da sabedoria, conversas enfeitadas com muitas esfinges, pirâmides esotéricas as quais seriam escritas em muitos livros.


- Hitorerut! Mayim Hitorerut! – Ouviram os membros os clamores do velho guardião do poço de Sheva ao que todos se levantaram e se dirigiram à entrada da gruta com os olhares voltados para Armon Even Bazlat para contemplar as águas de Nahar Yeór fluírem de suas mãos. Depois de setenta gerações todos exultaram a chegada da Era messiânica, o Despertar daquele que, por trinta e três séculos esteve adormecido.


- Hitorerut! Mayim Hitorerut! – Ouviram os membros os clamores do velho guardião do poço de Sheva.


Abandonando seus pertences dentro da meurá de Adam Kássia, desceram a escarpa de Shaddai na direção do dere’k há’mélach – o caminho do Rei – que os conduziria a uma kartis nessiá – a passagem milagrosa – fincada em Omeq Átiqa – o Vale do Ancião – planicie vizinha a Omeq Lívina e que os conduziria a capital de Aur onde todos seriam reunidos sob à luz daquele que despertou – o messias de Qédem, mas ainda não sabiam que, em Pardês – a capital – encontrariam a grande batalha do dia do Despertar.


- Hitorerut! Mayim Hitorerut! – Ouviram os membros ao longe os clamores do velho guardião do poço de Sheva. – Hitorerut...





[1] O Livro Do Despertar Ancestral

[2] Segundo mês do luach de Qédem

[3] נָהָר יְאוֹר

[4] Despertar

[5] Basalto

[6] lE'-dôbüÐk

[7] Kavan’Ot Mekubalim

[8] Myymynp Mylg9m

[9] Introspecções dos corações

[10] tôCyiGliv yûlÃFg yElóhA' )Tendas das Revelações Superiores(

[11] O Adão Celeste – Arquétipo de toda humanidade.

[12] Mês

[13] Literalmente “Décimo Quinto”.

[14] Assembleia do Tabernáculo Superior (ankwm’d arda)

[15] Na língua de Éber “um dia específico” no qual as almas dos sábios convidam (Nuwmyiz) para que sejam acessados os mistérios gravados em suas reshimot (centelhas).

[16] A numerologia “Achas Beta – método dos habitantes do deserto interior” é 773 que é o segredo de “Éven Há’Shetyiáh – A Pedra da Fundação”. São doze os Portões que se abrem nesta noite.

[17] Humano

[18] Arquétipo Espiritual

[19] Tapeçaria desértica – como chamam os habitantes as areias de Omeq Lívna.

[20] Homem Primordial – A Árvore Das Vidas

[21] לְהִתְעַרְבֵּל – O mesmo que “שלחי לי סימן מקדמה (envia-me um sinal da tradição ancestral)”

[22] Sinal Secreto

[23]Tzipor Zôhar- também nomeado pela tradição esotérica do Deserto de Qédem.

[24] יָהוֹהֻ

[25] Eheyêh (אֶהְיֶה)

[26] Pai da luz

[27] Gulá sód Ël be’Éden (NedEvib lE' dOws hAlug). Gulá (hAlug) significa “descobrir, desvendar, penetrar o segredo esotérico. Sód significa “segredo oculto”. Él é o Nome Divino.

[28] Da’at:- Conhecimento

[29] Círculo hermético. A numerologia de Chug Ne’elam é 207 e é a mesma da palavra “Raz (zr)” que é mistério.

[30] Senda

[31] Lord Atiká

[32] Provérbio da tradição esotérica da Qedumá.

[33] Visão Espiritual

[34] Zê sipra d’Adam Qedma’á she’nathan lô Raziel há’Malach ou Réza Qédma’á.

[35] Criaturas de luz

[36] Gematria de Metatron e Shaddai que é o nome do cometa no sentido inverso: Yadésh

[37] Hiya (Shekiná), Ora (Buda), Dirka (Senda) e Kushta (Ordem) – semelhante ao Lama, Buda, Dharma e Sanga do budismo tibetano.

[38] Há um Ël no céu que revela todos os mistérios da Sabedoria de Qédmá.

[39] Assembleia do Mistério

[40] Vale de Liviná

[41] Coração de Atiká – A Quinquagésima Lua de Aur

[42]Noite do 14º dia do segundo mês.

[43] O outro nome de Raziel

[44] Impuro

[45] Aquarius

[46] Visão espiritual

[47] Segredo Ancestral

[48] Do ocaso do primeiro sol até a ascensão de Pála, a terceira lua.

[49] Pedra do Brilho

[50] Metatron Shadai Adonai

[51] Matêh (hi52a=m)

[52] Atbash (4’bt0)

[53] Edá há’Naar – uma alusão ao Anjo Metatron. Ëdá sofre uma permutação e se torna “Dê’á (Conhecimento)”. Dê’á há’Na’ar (Metatron) é “Conhecimento de Metatron”.

[54] Atbash e Avgad




Excerto
Crônicas De Qédem
Edição Comemorativa
10 Anos


Autor
Dipankara Vedas
Misha'Ël Ha'Levi








terça-feira, 27 de maio de 2014

A Transmissão

A Transmissão
ID: 144.026.207.048 –  583 שידור חי

“E lá estava ele! Seu corpo em posição yogi levitava apoiado nos galhos da árvore luminosa. Seus lábios sussurravam palavras místicas e enquanto os frutos da "Etz ta'alumot" brilhavam como as 144.000 esposas do Senhor do universo e os escribas divinos, criaturas angélicas anotavam em folhas da tamareira celeste, os mistérios divinos que seus lábios sussurravam”. –

Palavras sobre Aruãna – O Jovem

Miron, o campo das palmeiras reluzentes – as Tomerim Mavriqim. Suas folhas contem as setenta esfinges reluzentes da Sabedoria codificados pelo Senhor do universo e escritos no antigo idioma dos mistérios, o Shab’ta. Miron é também conhecido por “Shadê Chochmat Nistar – O Campo da Sabedoria Oculta.
Em Aspar Galiúta – A Planície do Livro Revelado – acima de Miron, sob a luz de dPavonis[1] a principal nesta formação estelar, chamada pelos antigos de Constelação do Ninho do Pássaro[2], dentro do Hall da Meditação, a câmara interna de Pádma Sharon[3], a caverna onde se encontra a “Shoshanat Hit’Orerút[4]”, ali estavam por reunirem-se todos os cabeças das treze tribos dos Filhos de Éber para o “Netiná Yibur há’Neshamá – cujo significado é “Doação Transmitida da Neshamá” – o ritual secreto onde a centelha da vida de um dos sábios antigos da tradição mística do deserto que fora conservada em uma lâmpada especial dentro do Heichal há’Shidur - Salão da Transmissão, é doada para o corpo de um dos jovens iniciados e especialmente para aquele que adquiriu mérito para receber a faísca divina de um sábio.
Uma câmara secreta em Aspar Galiúta esconde Setenta e duas lâmpadas místicas que entesouram as almas divinas dos Sábios antigos, um mistério contemplado somente por poucos seres nos cinco mil anos do governo de Ayyub. O salão da transmissão fica em uma parede rochosa na muralha sul da cordilheira de Miron. Um longo corredor conduz à câmara principal onde as Lâmpadas estão entesouradas. São na verdade seis câmaras contendo cada uma doze lâmpadas com as almas dos sábios antigos. Seis sentinelas divinas guardam as entradas das câmaras e somente os iniciados com lév tahór tem permissão de passar pela tara’aot e adentrarem nas câmaras principais.
O ritual da transmissão é também conhecido como “Shidür há’Neshamá” e por vezes “Shidür Chay – A transmissão da Vida”. A luz de Tzzipori, a quarta estrela de Pavonis havia apontando aquele que seria o receptor no dia do seu nascimento, e assim a criança fora educada desde tenra idade nas trinta e duas sendas místicas sendo preparada para este Ay’ad[5].
Diferente dos mazalot – os destinos impostos pelas influencias zodiacais das constelações aos seres do universo, um Ay’ad é um destino conhecido, desperto na alma do sábio através da jornada pelo “Ésser Mudrachut Livenut Qadushot – O Corredor dos Doze Pavimentos sagrados[6]” durante a qual ele recebe instrução divina dos Doze Reis. Uma litânia[7] poética é dita pelo estudante dos mistérios:

“Omm - Jordanearei pelo Ésser shenim Mudrachot Livenut Qadushot – Omm - O Corredor dos Doze Pavimentos Sagrados e instruído serei pelos Doze Reis e serei Sábio - Omm”.

Todos os filhos de Éber viriam para celebrar este momento e o vale ficaria repleto de milhares de pessoas como os pensamentos jamais poderiam enumerar. Doze das treze tribos já haviam chegado e a única ainda ausente era a nona o que se fazia notar pela ausência do nono matê[8]. O povo armara suas tendas na planície de Aspar Galiúta. À noite, lamparinas a óleo de q’namon impregnariam o ar com o aroma do conhecimento, fogueiras rodeadas por danças circulares e revelações da Sabedoria ao som de instrumentos e cantos conferiram uma beleza particularmente esotérica ao vale.
A lâmpada mística fabricada por uma das encarnações de Dipamkara Vedas contendo uma centelha de Gamma Leonis[9] já fora retirada do Heichal há’Shidur e colocada no antigo altar dentro da Câmara interna. A própria tara’a, a sentinela da quinta câmara onde a lâmpada estava entesourada a trouxera. Tudo estava preparando para a Transmissão.


A Jornada

Setenta dias haviam decorrido deste que a 9ª tribo houvera saído de Bit Alah’aya, a Casa dos Deuses. Encontravam-se agora em Harij onde os Engenheiros celestes estacionaram sobre flutuação antigravitacional, as gigantescas Pedras de Gauriil Ishliha – o Arcanjo Gabriel – nas quais os mistérios das constelações foram escritos incluindo o seu número de estrelas. Estas doze megalíticas pedras chamadas de Pilares das Constelações erguem-se a onze mil metros fascinando a todos que as contemplam e devido a este mistério profundo o lugar foi apelidado de “Omeq há’Qabaláh – O Vale da Recepção”. Trazidas por cada um dos doze príncipes de doze asas do espaço profundo de cada uma das doze mazalot para serem um mistério revelado aos despertos, foram postas neste lugar há setenta e dois mil anos. São como gigantescas montanhas e uma alusão permanente aos pensamentos elevados e por esta razão os filhos de Éber as nomearam “Esser shenim há’Harim Hirhurim há’Sodot – As doze montanhas dos pensamentos sobre mistérios divinos”. Os habitantes do local as apelidaram de “Fundamentos do Universo[10]”.
Fontes de água luminosa chamadas “Acqua Luminae” na língua dos imigrantes e de “Mayim Zoharim” no idioma de Éber, fluem das gigantes pedras flutuantes abaixo, migrando como cachoeiras brilhantes azuis e sendo juntadas nas miqeva’ot – as doze piscinas ritualísticas – escavadas pelos Príncipes celestes por ocasião na qual transportaram as pedras.
Ao redor das Pedras de Gauriil flutuam as rusticas residências dos habitantes de Harij[11] também conhecido por “O vale do horizonte distante”, uma alusão ao lugar onde o futuro pode ser contemplado. Escavadas em rochas levitadas que foram capturadas pela gravitação angélica das gigantes montanhas, as moradias dos residentes de Harij tornam ainda mais bela e mística a paisagem. Sete vezes a cada ano os rituais de Aur preenchem o local e a atmosfera com cantos e alegres poesias. Transmitem os habitantes do lugar, através de tradição gravadas em músicas e poemas, que, uma vez a cada mil duzentos e sessenta e seis anos, um dos príncipes celestes de doze asas desce à região trazendo em suas plumas seis novos espíritos que serão presenteados ao “Livinat Spin’Ot[12] – os nascidos sem alma[13]”, doze crianças geradas sem centelhas para serem encarnações dos anjos. Seus espíritos são faíscas das almas dos Engenheiros celestes e são doadas por eles uma vez a cada vinte e dois séculos e meio. Estas crianças serão os “shaerei kochavim – os Portões Estelares” através dos quais a luz da Sabedoria dos Anjos se manifestaria no universo.

“Sejamos uma vasilha aberta, preparada pelo oleiro divino para receber as águas puras da Sabedoria Celeste a fim de transmiti-las à humanidade”.
Invocação mística dos filhos de Harij

Os filhos do Vale do Horizonte Distante são também conhecidos por “Os Fabricantes de Cântaros” devido à arte na confecção destas vasilhas sagradas usadas nos rituais da Sabedoria de Qédem para colherem especificamente as águas luminosas.
O gigante planeta Sarim podia-se ver no horizonte vestidos pelas ananim kacholim – as nuvens azuis – exaltando, nas almas dos contempladores, os mistérios interiores.
Após cruzarem o “Vale de Harij”, todos os integrantes da caravana mística detiveram-se na Planície de Mishmar Aiyalon cujo significado é “A Sentinela do Campo das Gazelas”, pois nesta região habita a guardiã do Arco do Esplendor que da passagem para o corredor de Nahor Ni’Olam, onde ao ocaso do septuagésimo primeiro dia início do septuagésimo segundo, o universo se abriria para eles e todos contemplariam os mistérios celestes. Agora quase para completar-se o septuagésimo segundo dia, a caravana estava quase próxima ao destino estabelecido. Acampariam ao redor do Arco do Esplendor para contemplar as escrituras de Chatimá Malachit, a assinatura angélica do Cometa Yadësh, quando a belíssima chuva de meteoritos azuis elevaria os espíritos dos yogim[14]. O corredor de Nahor Ni’Olam fica a quarenta e dois quilômetros do Vale do Horizonte distante.
Passada a noite e a belíssima contemplação do Anjo Yadësh, a caravana colocou-se novamente a caminho. Assim que chegaram a Ni’Olam, os cantos de Qédem preencheram o canyon. Vozes uníssonas entonadas com beleza, uma invocação aos Engenheiros celestes, os quais acreditavam os nativos do Deserto, os transportariam dali à entrada de “Mish’kan Livnat há’Saphir – O Tabernáculo do Pavimento de Safira - 32 dias de viagem a frente e era uma tradição mística verdadeira. Logo que começaram a entoar a shirá, uma maravilhosa luz desceu dos céus acima das Pedras de Gauriil passando sobre a caravana que se encontrava dentro do canyon. Assim que cruzou acima do corredor, todos foram abduzidos e instantaneamente deixados em Miron. Penetraram o vale para se juntarem às demais doze tribos.
A câmara interna estava cheia. Sons diversos, burburinhos e sussurros que recitavam poeticamente orações sagradas, especialmente o “Evenim há’Briáh[15]”, preenchiam o ambiente. Ruídos dos xales de orações sendo enroupados, sons de páginas de livros rituais sendo viradas e um verdadeiro falatório sagrado, como uma canção mística, sequestraram o ar. O barulho de pederneiras sendo riscadas para acender nerot[16] diversas. Acesas as velas e lâmpadas suspensas seguiu-se o silêncio por longos 137 segundos. Os treze líderes das tribos dos habitantes do Deserto adentraram a câmara sob as vozes de cantos místicos e a recitação dos Nomes Divinos trazendo nas mãos colocada sobre uma tábua de safira bruta, não lapidada, a lâmpada mística que preservava a centelha de um dos mais antigos anciãos da tradição: Hayim Vital. O aroma de nataf que fluía de bastões de qetoret samim acesos no ambiente logo impregnou o ar causando profundas inspirações olfativas e elevando assim ainda mais os pensamentos.
A chispa sagrada do santo ancião sobre a qual sabiam ser uma centelha Gamma Leonis, estrela na constelação do Ari’zl, estava pronta para deixar seu receptáculo sagrado e entrar no jovem que houvera sido destinado para recebê-la.
O moço tinha a cabeça e o corpo cobertos por um xale bordado em shabtá, o idioma dos mistérios. Podiam-se ver apenas os fios prateados de suas longas zaqenot que reluziam sob a luz da Constelação do Ninho do Pássaro.
“Quando um sábio morre, sua Neshamá, que é uma fagulha estelar, retorna para o lugar de onde se originou, sua estrela natal” – declamou o orador, o encarregado de dar inicio ao ritual ao que o povo respondeu: - Permita-te o Eterno permanecer conosco para iluminar os nossos caminhos! – e continuaram com vozes uníssonas carregadas de emoção:

Siman le’Mashiach
“Um sinal do messias”
Eheyêh asher Eheyêh
“Serei o que Serei”
Gal ni’Olam
“Desvenda o invisível”
Megalêh há’Nistar
“Revela o Escondido”
Chacham, chacham, chacham ve’ód fa’am chacham
“Sábio, sábio, sábio e novamente sábio”.
Shidür ha’Neshamá
“Transmite a Neshamá”
Netinat há’Chayaáh
“Doa-nos a vida”
Chacham, chacham, chacham ve’ód fa’am chacham
“Sábio, sábio, sábio e novamente sábio”.
Gal ni’Olam
“Desvenda o invisível”
Megalêh há’Nistar
“Revela o Escondido”
Netinat há’Chayáh
“Doa-nos a vida”
Shidür há’Neshamá
“Transmite a Neshamá”

Os anciãos colocaram a tábua de safira sobre um meio altar feito de pedra de shocham no centro da câmara sob a luz de dPavôni que fluía pela abertura no teto sobre a cama de vozes que recitavam o poema da transmissão[17].
Um cântaro cheio com as águas colhidas das piscinas das cachoeiras formadas pelas quedas das Pedras de Gauriil, as Mayim Zoharim, fora trazido. Quarenta e duas lâmpadas místicas e setenta e duas velas acesas e introduzidas no Hall por dez meninas e doze meninos aguardavam o iniciado.
No centro do grande salão não natural e que fora escavado misticamente à frente do altar sobre o qual a lâmpada agora repousava, uma grande almofada fora colocada entre seis pequenos pilares de sessenta e seis amót de altura. Ali se sentaria o candidato para ser preparado sob a carruagem de preces sagradas e elevadas para a transmissão.
O requerente foi introduzido escoltado pelas dez meninas e pelos doze meninos já com suas quarenta e duas lâmpadas e as setenta e duas velas acesas iluminando misticamente o ambiente da caverna. O jovem Aruãna[18] tinha o corpo repleto de inscrições místicas e sagradas feitas com kufar lavan[19], uma escrita chamada Ora’ita[20] desenhada cuidadosamente com intensa kavanná por Tavish – o Escriba Sagrado.
Colocaram-no sobre a almofada entre os pilares e logo as meninas e meninos o cercaram com suas lâmpadas e velas acesas ao som das palavras do Poema da Transmissão que ainda permanecia sendo recitado.
Em sua mão esquerda o jovem possuía tatuado um belo aqrav cercado pelas inscrições místicas do Nome de 42 Otiót de forma secreta com as letras do Hallel de Dód[21] que desciam pelos seus dedos e subiam pelo antebraço. Mistérios divinos que somente o candidato conhecia.
- Sheni chaii – saudou o orador à centelha de Vital entesourada na lâmpada enquanto juntava as mãos à frente do coração, saudação esta cuja tradução é “segunda vida” e alude à segunda vida que seria concebida ao jovem Aruãna e que para ele literalmente seria como uma segunda vida.
- Ao término deste ritual da transmissão você não mais se chamará Aruãna, mas Arkun[22] será o seu novo nome – balbuciou o orador.
Vozes se ergueram em cantos sagrados preparando a atmosfera da caverna e as almas de todos os participantes deste ritual tão importante e requerido pela tradição, que um sábio doe sua alma para que, toda a sabedoria por ele penetrada seja mantida no mundo e o ilumine, pois, se um sábio morre e sua alma não for transmitida, o mundo seria coberto pelas trevas da ignorância. Sem revelar toda a sabedoria que penetrou durante sua vida, seria como se houvesse sido ateado fogo a uma biblioteca repleta de livros da sabedoria. Em razão deste mistério, as tribos receberam pela tradição a incumbência de preparar em cada geração um jovem para receber a alma de um sábio durante sua estação mística.
Dipamkara Vedas estava presente e para este ritual, pois fora uma de suas reencarnações que preparara uma lâmpada especial, uma vasilha mística para abrigar a alma do velho Vital e caso o jovem falha-se e não conseguisse absorver a centelha do Sábio em seu corpo ela seria devolvida ao seu receptáculo. Ela então seria entesourada nesta lâmpada especialmente construída pela alma do velho fabricante de candeeiros em gerações anteriores até que outro iniciado tivesse mérito para recebê-la.
A noite não era qualquer uma, fora esperada durante muitos anos até que uma conjunção planetária especial acontecesse entre Gamma Leonis e Tzedeq[23] criando uma Astra Portia[24]. Uma conjunção raríssima como esta acontece somente uma vez a cada 424 anos.
Os escribas do deserto estavam presentes para anotar o acontecimento. Músicos com seus místicos instrumentos acompanhavam as vozes que recitavam as bênçãos e invocavam os Nomes Divinos.

A Árvore Da Iluminação

Numa câmara secreta que se encontra ao fundo da caverna está a Etz Tal ha’bahir – A Árvore da Iluminação - e assim que o ritual da transmissão fosse completado, a câmara seria aberta e o jovem seria conduzido até ela e lá dentro permaneceria durante noventa e dois dias até atingir o estado chamado “Goyim Galil – Nações Reveladas” quando todos os povos interiores do rapaz alcançariam total unidade e elevação sob a instrução da centelha de Vital agora em seu corpo. Este período seria de quatorze luas no ciclo lunar de Pála. Quando a terceira lua ascende em seu décimo quarto ciclo o povo a chama “Dor va’Dor[25].
A Acqua Luminae - as Mayiim Zoharim[26] - foram trazidas em um cântaro especialmente confeccionado pelos habitantes de Harij para este propósito. O orador tomou-o e passou a recitar uma bênção no idioma de Éber: - “Baruch atá Atiqa Qadishá, Elohênu melech há’Iaqumim, she’notzer mayim zoharim”. Após a benção, o oficiante cerimonial tomou o cântaro, o levou ao jovem candidato, deu-o em suas mãos e recitou: - Estas são as águas luminosas, as águas da Sabedoria, e todo aquele que delas beber, tornar-se-á um sábio. O jovem tomou o cantado nas mãos e tomou das águas luminosas.
- E para que a tradição não se perca e toda a sabedoria seja ocultada, esta centelha e com ela todo o conhecimento te é doada – disse o oficiante fitando nos olhos o jovem iniciado.
Seguiu-se o ritual. A lâmpada foi aberta quando o selo místico sobre ela fora quebrado e todos viram quando a centelha do velho Vital flutuou e transmigrou-se com sucesso para o jovem Aruãna.  Assim a Sabedoria foi mantida entre todas as tribos.
As canções místicas tomaram o ambiente da câmara e estenderam-se por todo o vale, e foram ouvidas por aldeias vizinhas sinalizando o sucesso da transmissão da alma do sábio Vital para o agora nomeado Arkun.
Duzentas e dezesseis sentinelas, as tara’aot de muitas Astria Portias desceram e iluminaram o vale inteiro com seus espíritos, tornando a noite única e magnificamente extraordinária.
Os mais elevados podiam ouvir o canto das estrelas, poesias solares entoadas pelas almas do homem celestial. Os escribas copiaram-na e os chefes das tribos a incluíram na tradição mística dos filhos de Éber.


Haia’Ël

"Haia'Ël - a Estrela Haÿffa - ascendeu, caminhando pelo Rio de Luz nos passos de ahavah (amor) iluminando os mundos de Carina e todos os seus habitantes com as Luzes do Nome Brilhante e com a Sabedoria dos 26.000 Anciãos da Compreensão cujas palavras podem ser ouvidas sob as sombras do Carvalho de Martin'Êtz nas noites em que Haia'Ël intensamente brilha. Ahhh... Haia'Ël - a Estrela Haÿffa - a caminhante no Rio de Luz. Estrelas menores vestem os seus belos pés que jornadeiam sobre a estrada de Ahavah. Os mundos ouvem a sua voz, quando os amantes da Sabedoria trilham as estradas de Shoshanat Darchá: "Conheço os passos daquele que andeja o Nativ do Amor. Haia'Ël - a Estrela Haÿffa".

Poema de Yeli'Ël, poeta místico do sistema planetário de Carina, sétimo mundo de Haÿffa - a  Estrela da Ascenção. - Crônicas de Qédem.



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[1] 4ª estrela na Constelação do Pavão
[2] Qan há’Tzipor
[3] Lótus de Saron
[4] Flor do Despertar – Nível de consciência de Iluminação, do Desperto.
[5] Destino, objetivo, finalidade.
[6] As doze permutações do Nome Divino
[7] Uma litania (ou ladainha) é uma forma de oração mística que consiste em uma série de preces feitas em estrutura responsiva.
[8] Cajado
[9] HIP 50.583
[10] Iesodót ha’Iaqum. Ensinaram os sábios que o valor numérico de Fundamentos do Universo é o mesmo de “Shaerei Biná” cujo significado é “Portais da Compreensão”.
[11] Horizonte
[12] Vasilhas de Liviná – Os receptáculos para as almas do Sétimo Céu, as mais elevadas do universo.
[13] Noled blí neshamot
[14] Um iogue, ioguim, yogi ou yogin (em Sânscrito: योगी yogini é uma forma feminina para o termo) é um termo que caracteriza os praticantes de yoga. Esta designação é mais usada para praticantes avançados. A palavra "yoga" em si - oriunda da raiz Sânscrita yuj ("unir") - é normalmente traduzida como "união" ou "integração" e pode ser entendida como a união com o Divino, ou integração do corpo, mente, e alma.
[15] Nome de D’us de 42 Letras
[16] Velas de cera de tamareira com o aroma de q’namon
[17] Shirat há’Shidur
[18] Literalmente “Arca”.
[19] Henna
[20] A Instrução Divina gravada em Shab’ta
[21] Hallel 119
[22] Literalmente “Antigo”. Nome dado àquele que, através do ritual da transmissão passará ser o promulgador da tradição mística e o líder da tribo.
[23] O planeta da Justiça
[24] Moéd: do hebraico “tempo fixado” um tempo específico, uma janela espiritual por onde a luz desce ao mundo físico. Do latim Astra Portia – Literalmente “Portão Estelar”.
[25] Geração a Geração
[26] Myrhvz Mym